Diário de Petrópolis

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

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  Saúde

Infecções por Aids e HIV durante 2022 em Petrópolis são as menores dos últimos anos

Apesar de redução, Ministério da Saúde chama atenção para a ocorrência de subnotificação de casos


 Foto: Freepik

Daniel Xavier – estagiário

O número de pessoas diagnosticadas com Aids em Petrópolis durante 2022 é o menor em 12 anos, de acordo com dados do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), do Ministério da Saúde. No ano passado, 21 casos foram detectados no município. Antes, o ano com menos casos havia sido em 2016, com 32. Em 2021, foram 58 casos. O mesmo se aplica ao HIV, onde segundo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), a cidade teve o menor registro de residentes infectados desde 2015. No citado ano, haviam sido feitos 37 registros. Em 2022, 42. Durante 2021, foram 95 casos notificados em moradores da Cidade Imperial.

Em relação aos casos de Aids notificados em 2022, também segundo o DCCI, 15 foram detectados em homens e seis em mulheres – sendo quatro delas, gestantes. Um caso foi identificado em criança menor de cinco anos e quatro em jovens de 15 a 24 anos. Os dados disponibilizados não mostram o número de óbitos de pessoas com Aids em 2022. No ano passado, houve 14 mortes. Em referência ao HIV, 30 foram detectados em homens e 12 em mulheres, de acordo com o Sinan. Destas, duas eram gestantes. Nenhuma criança menor de 13 anos foi infectada no ano passado, assim como nenhum óbito pela doença foi registrado. 

A queda do número de casos de ambas as doenças também foi observada em todo país. Em 2022, foram cerca de 15,5 mil diagnósticos de Aids, menos da metade do registrado em 2021. No que diz respeito ao HIV, 16.703 notificações foram feitas no Brasil até junho de 2022, enquanto no mesmo período de tempo, porém, durante 2021, haviam sido 40.880. Informações são do Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS 2022, publicado pelo Ministério da Saúde.

Apesar disto, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde acredita que “embora se observe uma diminuição dos casos em quase todo o país, nos últimos anos, cabe ressaltar que parte dessa redução pode estar relacionada à subnotificação de casos, principalmente no ano de 2020, devido à pandemia de covid-19”, afirma a pasta.

Ainda ressalta que a falta informações pode trazer prejuízos para o enfrentamento à doença. “A subnotificação de casos no Sinan traz relevantes implicações para a resposta ao HIV/aids, visto que permanecem desconhecidas informações importantes no âmbito da epidemiologia, tais como número total de casos, comportamentos e vulnerabilidades, entre outros. Além disso, a ausência de registro pode comprometer a racionalização do sistema para o fornecimento contínuo de medicamentos e as ações prioritárias às populações-chave e populações mais vulneráveis”, assegura a Secretaria.

Sobre as doenças

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids, na sigla em inglês) é uma doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, também na sigla em inglês). O vírus ataca o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças. O HIV pode ser transmitido por ato sexual desprotegido, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho, durante a gravidez ou a amamentação. Ainda não existe cura para Aids, mas, é possível fazer tratamento no Brasil de forma gratuita, com medicamentos antirretrovirais que retardam o progresso da doença e previnem contra infecções secundárias e complicações. 

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