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Sunday, August 7, 2022

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Pedro Nuno Santos “devia ter saído” do Governo, defende Marques Mendes

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, “devia ter saído” do Governo depois da crise aberta por causa dos seus anúncios relativos ao aeroporto. A opinião é de Luís Marques Mendes, conselheiro de Estado e ex-líder do PSD, no seu habitual comentário semanal na SIC.

Mendes acredita que Pedro Nuno só ficou por ser Pedro Nuno. Ou seja, que o primeiro-ministro não forçou a saída do ministro por se tratar de uma figura com peso e ambições no PS.

Quanto à decisão sobre o novo aeroporto, o conselheiro de Estado diz que ainda demorará nove meses a um ano até haver relatório do estudo de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que tinha sido atribuído ao consórcio espanhol formado pela Ineco – Ingeniería Y Economía Del Transporte e pela Coba. E avisou que esse estudo será mesmo necessário, sob pena de a decisão que venha a ser tomada possa ser declarada ilegal.

Mendes disse ter indicações de que em dois dos três processos colocados contra o Estado por associações locais e ambientais o Ministério Público se inclina para a declaração de ilegalidade de uma decisão para construir o aeroporto no Montijo sem avaliação do impacto ambiental.

Elogios a Montenegro

Como é natural, o Congresso do PSD, que terminou este domingo, também foi comentado por Marques Mendes, que esteve aliás no Pavilhão Rosa Mota, onde a reunião teve lugar, sendo mesmo o único ex-líder social-democrata a estar presente.

Montenegro surpreendeu e o Congresso correu-lhe francamente bem”, disse o comentador, que salientou os “sinais de unidade e qualidade” que o novo líder do PSD deu neste congresso ao conseguir juntar na sua direção nomes como Paulo Rangel e Miguel Pinto Luz.

Essa foi uma das surpresas do Congresso, assinalou Mendes, que também considerou surpreendente que, no discurso de sexta-feira, o novo líder tenha dito que o PS ganha eleições não porque os eleitores estejam enganados, mas porque “o PSD não consegue convencer”. Montenegro revelou “lucidez e coragem” com essa análise, diz o antigo líder do PSD.

Para Mendes, o caminho do novo presidente social-democrata “é desafiante, mas também muito difícil”, porque luta contra uma maioria absoluta, tem de atrair eleitores jovens e idosos que deixaram de votar no PSD e “tem sobretudo de fazer uma oposição que esvazie os partidos à sua direita, mas não aliene o centro”.

O comentador no entanto, também vê “oportunidades” nesse caminho , nomeadamente a saída de António Costa. “Montenegro não vai disputar as próximas eleições legislativas com António Costa, sejam elas em 2024 ou 2026”, acredita Luís Marques Mendes, para quem isso é um dado positivo para o PSD.

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