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Thursday, October 6, 2022

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Putin queria substituir o Governo de Kiev por ″pessoas decentes″ diz Berlusconi

O antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi defendeu a invasão da Ucrânia, garantido que Putin foi “pressionado” a invadir o país para “substituir o Governo de Zelensky por pessoas decentes”.

Para o ex-chefe de Governo, o presidente da Rússia estava numa “situação difícil e dramática” e foi “pressionado pela população russa, pelo partido e pelos ministros” a iniciar uma “operação militar especial” na Ucrânia, para colocar “pessoas decentes” no Governo de Kiev. “Os separatistas do Donbass foram a Moscovo dizer aos média que os ataques da Ucrânia tinham feito 16 mil mortes e acusaram Putin de não fazer nada para os defender”, explicou o líder do partido Força Itália, que pertence à coligação de direita favorita à vitória das legislativas no domingo, ao canal italiano RAI.

“As tropas russas deviam entrar, chegar a Kiev numa semana, substituir o governo Zelensky por pessoas decentes e uma semana depois voltar”, afirmou o antigo primeiro-ministro. “Em vez disso, encontraram uma resistência inesperada, que foi depois alimentada por armas vindas do Ocidente”, acrescentou.

Berlusconi visitou a Crimeia depois de a península ser anexada pela Rússia em 2014 e é considerado “amigo” de Putin, a quem convidou várias vezes para sua mansão particular na ilha de Sardenha.

“A guerra dura há mais de 200 dias, a situação tornou-se muito difícil e sinto-me mal quando ouço falar dos mortos porque sempre considerei a guerra a maior das loucuras”, concluiu. Segundo dados da ONU, cerca de 5900 civis morreram desde o início da invasão da Ucrânia e oito mil ficaram feridos.

Os líderes da oposição foram rápidos a condenar os comentários de Berlusconi, com o líder do Partido Centrista Carlo Calenda a acusá-lo de falar “como um general de Putin”. E Enrico Letta, do Partido Democrata de centro-esquerda, disse que a intervenção provou que se a eleição de domingo for “favorável à direita, a pessoa mais feliz será Putin”.

No entanto, Silvio Berlusconi clarificou, esta sexta-feira, que as suas declarações foram “simplificadas” e garantiu que “a agressão contra a Ucrânia é injustificável e inaceitável. A posição [da Força Italia] é clara. Estaremos sempre com a UE e a NATO”, pode ler-se numa publicação no Facebook do político de 85 anos. Em abril, Berlusconi admitiu estar “profundamente desiludido e triste” com o comportamento de Putin, considerando “os massacres de civis em Bucha e outras localidades verdadeiros crimes de guerra”.

O Governo de Mario Draghi tem sido um forte defensor das sanções ocidentais contra a Rússia e a candidata favorita a ser a próxima chefe de Governo em Itália, Giorgia Meloni, do partido de extrema-direita Irmãos da Itália, comprometeu-se a manter a mesma posição.

Segundo as últimas sondagens feitas no país, a coligação que integra os Irmãos de Itália, Liga e Força Itália tem quase 20 pontos de vantagem, 46,6%, contra 27,2% dos progressistas.

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