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Thursday, September 29, 2022

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Antigo árbitro francês e a reviravolta polémica do Barcelona frente ao PSG: «Menti a Emery» – Liga dos Campeões

Cinco anos após a reviravolta polémica do Barcelona frente ao PSG, em jogo dos ‘oitavos’ da Liga dos Campeões 2016/17 que os catalães venceram por 6-1, Tony Chapron, antigo árbitro francês, revelou ter mentido a Unai Emery, na altura treinadores dos parisienses.
As decisões de Deniz Aytekin, árbitro da partida, foram muito criticadas, ao ponto de Emery ter ido falar com Chapron, após o jogo do emblema da capital francesa com o Lorient arbitrado pelo francês, para o questionar sobre a arbitragem do companheiro de profissão.

“Pensei que vinha contestar uma decisão minha, mas não, de forma alguma. Ele disse-me: ‘Sr. Chapron, tenho uma perguntar a fazer-lhe sobre o jogo com o Barcelona. Pode explicar-me as decisões do árbitro?’ Quando és árbitro tens de te manter unido e eu menti-lhe. Disse que não tinha visto o jogo. Certamente era o que ele gostaria de ouvir, mas não era o momento. Hoje, cinco anos, depois posso dizê-lo e talvez, uma vez que já terminei a carreira, seja mais fácil dizer que somos humanos e também erramos”, confessou o antigo árbitro aos franceses do ‘Canal+’, para responder depois ao pedido que o técnico espanhol lhe fez na altura, começando por apontar o dedo à UEFA.

“Para a UEFA, o resultado da 1.ª mão [4-0 para o PSG] significava que seria um jogo fácil de arbitrar, uma espécie de teste sem nenhum risco”, frisou, lembrando que o árbitro nomeado tinha pouca experiência de primeiro nível e o assistente, Benjamin Brand, praticamente não tinha experiência em competição.

“Não deveria ter sido nomeado. Na sua primeira decisão, o assistente entrou em pânico. No lance do 1-0, a primeira coisa que fez foi olhar para o outro assistente para ver se tinha de assinalar golo ou não”, afirmou, para depois abordar o lance que fez a diferença no início da 2.ª parte em que Neymar caiu na área francesa. “Ele é o que está mais longe, o que tem menos experiência, o que não deve arbitrar a este nível e deu a volta ao jogo. Foi falar com o árbitro, enquanto era cercado por jogadores do Barcelona. Foi um autêntico desastre. O PSG perdeu devido a um erro em que o árbitro não conseguiu manter a compostura num momento tão delicado”, apontou.

E prosseguiu: “Quando Cavani fez o 3-1, tirou o peso dos ombros dos árbitros, porque com este golo garantiam que a eliminatória não iria para prolongamento. É algo que se agradece quando se está numa situação de tanto stress.”

Tony Chapron deu ainda outro exemplo para demonstrar que os assistentes prejudicaram a atuação de Deniz Aytekin. “Outro momento importante foi quando o outro assistente não assinalou um penálti sobre Di María, aos 85 minutos, e, no lance seguinte, marcou uma falta sobre Neymar que mudou o resultado final. Aytekin foi prejudicado pelos assistentes”, enalteceu, acrescentando: “O penálti que dá o 5-1 não existiu. Há contacto mas Suárez ajuda muito com a simulação. Para marcares penálti num momento daqueles tens de estar seguro, ou então não marcas. Se apitas, não pode ser cartão amarelo. Podem ver que aqui o árbitro ficou sobrecarregado com a decisão. É uma falta de lucidez.”

O antigo árbitro francês terminou dizendo mesmo que foi uma queda “do céu ao inferno” para Aytekin. “Se o Barcelona não se tivesse qualificado, a atuação da arbitragem teria sido esquecida, mas não foi. No último instante aconteceu o impensável. É um contexto que nunca mais veremos. Aytekin foi do céu ao inferno”, finalizou.

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