James Webb traz a visão mais profunda dos gelos interestelares

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Uma equipe internacional de pesquisadores usou dados obtidos pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) para estudar gelos em nuvens interestelares, fornecendo novas informações sobre os processos químicos de uma das áreas mais frias e escuras do universo

Dados obtidos pelo Telescópio Espacial James Webb trouxeram a visão mais densa e mais escura do universo pela primeira vez. Imagem: Paopano – Shutterstock

Publicado na revista Nature Astronomy na segunda-feira (23), o estudo descobriu que esses gelos se formam há bilhões de anos, desde os primeiros momentos do universo. Eles contêm elementos biogênicos que são importantes para a vida.

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Com seu espelho de 6,5 metros de largura otimizado para luz infravermelha, Webb conseguiu captar as nuvens mais densas e escuras do universo pela primeira vez. Assim, a equipe foi capaz de estudar os gelos que existem em grãos de poeira dentro dessas nuvens, que são protegidos da radiação severa de estrelas próximas e, portanto, permanecem intocados.

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Conforme destaca o site Watchers News, uma das principais descobertas do estudo é que a maioria dos gelos interestelares contém quantidades muito pequenas de elementos como oxigênio e enxofre. 

Buscando entender a falta de enxofre nesses gelos, a equipe propôs que o elemento pode estar preso em minerais reativos como o sulfeto de ferro.

Segundo os autores, as implicações dessa descoberta são de longo alcance, pois poderia ajudar a explicar onde o enxofre é armazenado em nosso Sistema Solar e como ele é incorporado em planetas que podem hospedar vida. 

A descoberta também pode ajudar na compreensão das origens moleculares de discos protoplanetários, atmosferas planetárias e outros objetos do Sistema Solar.

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