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Análise: Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge

Developer: Tribute Games, Dotemu
Plataforma: Xbox Series X|S, PlayStation 5, Nintendo Switch, PC, Xbox One, PlayStation 4
Data de Lançamento: 16 de junho de 2022

Quando ouvimos falar em Tartarugas Ninja é logo sinónimo de nostalgia dos anos 80 e 90. Entre bandas desenhadas e desenhos animados na televisão, o que não faltava também eram jogos dos quatro heróis, quer nas consolas domésticas, quer nas máquinas arcade dos Salões de Jogos. Estavam na moda os Beat ‘em Ups que tinham como objetivo varrer os inimigos que nos iam aparecendo no ecrã.

É precisamente esse o espírito deste novo Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge trazido pela Tribute Games e pela Dotemu que também já tinha sido responsável pela chegada de Streets Of Rage 4 e Windjammers, tudo jogos que ficaram célebres nos anos 90. Este, agarra no melhor que havia naquele tempo e moderniza-o num estilo que acaba por ser muito familiar para quem tem agora entre os 30 e os 40 anos.

Assim que entramos em TMNT: Shredder’s Revenge somos logo presenteados com a música de entrada dos desenhos animados de 1987, que todos sabíamos pelo menos trautear quando éramos mais novos. Essa mesmo que repete sei lá quantas vezes as sábias palavras “Teenage Mutant Ninja Turtles”. Esta versão foi cantada por Mike Patton, vocalista dos Faith No More, Mr. Bungle e Tomahawk. Se a expectativa era grande, o primeiro impacto é logo positivo. Um estilo pixel art que faz o novo parecer antigo e com dois modos principais para escolher: modo história e modo arcade. O primeiro é para desfrutar mais do jogo e o segundo é mais desafiador simulando as máquinas dos anos 90 em que temos de passar tudo de uma vez sem perder créditos.

Como é óbvio, podemos escolher a nossa tartaruga favorita, mas devemos ter em conta alguns atributos diferentes, nomeadamente a força, a velocidade e os golpes à distância. Leonardo, Donatello, Raphael e Michelangelo não estão sozinhos nesta aventura e ainda podem adicionar April O’Neil, a célebre repórter do Canal 6 e o Mestre Splinter. No final da história ainda desbloqueiam um novo personagem, o Casey Jones.

Ao longo da história podemos mudar de personagem e melhor que isso, podemos jogar em modo cooperativo até seis jogadores. Sim, seis à molhada num único ecrã. É hilariante. Jogar em equipa é a parte mais divertida de Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, apesar de também ter a sua piada jogar sozinho, mas é muito mais apelativo jogar a dois, a três… por aí fora. Não me lembro de muitos jogos que deixem juntar seis amigos num só jogo cooperativo, ainda para mais um Beat ‘em Up

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Com comandos relativamente fáceis de usar, os truques que podemos aplicar com cada uma das tartarugas são variados e até têm algumas diferenças entre eles, embora não sejam tantas quanto eu esperava. Podia ter sido algo mais trabalhado para dar mais variedade à jogabilidade que já é boa. As principais diferenças notam-se principalmente nos truques especiais únicos que cada um tem e a bem dizer no alcance do combate, conforme a arma que usamos.

Donatello por exemplo usa o bastão, o que dá uma maior amplitude de combate, Leonardo as espadas, Michaelangelo uma espécie de matracas e Raphael duas mini espadas, uma em cada mão. A repórter April usa as suas próprias mãos e se for preciso o microfone ou a máquina fotográfica para tirar alguma vantagem do combate, bem como o Mestre Splinter que dá autênticas lições de artes marciais aos inimigos.

Com todos vão ter de andar à porrada corpo a corpo, dar com uma das suas armas, usar os tais especiais capazes de varrer tudo o que está no ecrã, fazer rasteiras, dar pontapés aéreos, entre muitos outros movimentos possíveis. Vão tentar fazer combos atrás de combos e até vão ver truques combinados quando estiverem a jogar com amigos. A nível de diversidade de inimigos, estes têm variadas formas e feitios, com maneiras diferentes de serem atingidos, melhorando assim dinâmica do jogo. Os bosses de cada nível são aqueles que conhecemos da franquia, onde não faltam os grandes vilões Bebop e Rocksteady. A nossa energia é recuperada com a tradicional pizza que vamos encontrando pelo caminho.

Da história não há muito a dizer, é simples e sem grandes enredos, tirando o facto de estarem a atacar quem não devem, nomeadamente os dois vilões que já falei. Ambos estão a atacar o Canal 6 e a roubar alguns dispositivos para ajudar os planos maléficos de Krang e Shredder.

Os níveis estão bem recriados e ainda escondem alguns segredos que temos de descobrir. Para cada nível existe ainda uma data de desafios que aumentam a longevidade do jogo se quiserem concluir tudo, porque verdade seja dita, a história não é muito longa. Há dificuldades para todos os gostos e até o tal modo arcade em que não há cá vidas extra nem save games.

TMNT: Shredder’s Revenge é mais um caso de sucesso que faz os jogadores reviver os tempos dos anos 90 passados em Salões de Jogos a jogar beat ‘em ups. Não se limita a trazer um dos mesmos jogos de há 30 anos, mas agarra nesses como base e adequa a imagem graficamente para as consolas atuais. O melhor é que ainda deixa jogar até seis pessoas ao mesmo tempo, quer online, quer offline. Preparem as pizzas, elas vão atacar: Cowabunga!

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