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Sunday, August 7, 2022

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A BOLA – Carlos Queiroz ‘parte a loiça’ sobre a saída da seleção: «Vou buscar o meu dinheiro cara a cara…» (Egito)

O treinador português Carlos Queiroz falou pela primeira vez sobre a saída da seleção do Egito, em abril. O seu sucessor, Ehab Galal, entretanto já foi despedido, dois meses depois, e os responsáveis da federação procuram uma solução, tendo já sido associados os nomes de Paulo Sousa e, mais recentemente, Rui Vitória, já depois de o regresso do próprio Carlos Queiroz ter sido admitido publicamente como cenário possível, por parte de um dirigente, Hazem Emam. Como vai perceber nas próximas linhas, tal nunca seria possível.

 

A saída do treinador de 69 anos foi anunciada, na altura, «por mútuo acordo», mas o presidente da federação, Gamal Allam, acabaria por afirmar depois que Queiroz pediu para sair devido a problemas de saúde de familiares. Mais recentemente, surgiram notícias naquele país de que Carlos Queiroz estaria a alertar potenciais candidatos ao lugar, nomeadamente compatriotas portugueses, para não aceitarem o cargo face às dificuldades que iriam encontrar. O português resolveu agora quebrar o silêncio em entrevista ao diário El Captain.

 

«Acha mesmo que não tenho mais nada para fazer na minha vida do que prevenir outros treinadores de trabalharem no Egito? Se alguém acredita numa história dessas é estúpido. Quem não acredita é inteligente porque entende quem o estão a tentar fazer passar por estúpido. Digo a todos: não hesitem em escolher a segunda opção. É uma história inacreditável, não falei com ninguém», garantiu.

 

E foi duro com a federação egípcia: «Um dia vou aí para fazer valer os meus direitos, para ir buscar o meu dinheiro cara a cara, homem a homem. Não tive nada a ver com uma multa da CAF, mas Gamal Allam e a federação descontaram-me 25 mil dólares (23,9 mil euros). Porquê? Da federação do Egito pode esperar-se tudo, não têm vergonha. A agenda pessoal de Gamal Allam ficou clara desde o início, expulsar todos os membros que tinham sido nomeados pelo anterior presidente e destruir o bom trabalho e os resultados que conseguimos. Uma agenda clara para abrir a porta aos seus amigos.»

 

Depois, contou por que saiu: «Primeiro fui chamado para uma reunião para discutir o meu futuro e estava totalmente aberto a continuar. No entretanto, antes, numa outra reunião, fui informado de que não me seriam pagos os prémios, nem à equipa, pela presença no CAN, por decisão da Direção, explicou Gamal Allam, que entretanto apareceu nessa reunião. Disse-lhe duas vezes que isso ia contra o que estava nos contratos, mas a resposta dele foi clara: não, não, não. Um insulto e um desrespeito.

 

Acha que estava a agir de boa-fé? Se convida alguém para comer em sua casa começa a cuspir-lhe no prato? Foi o que o presidente da federação fez connosco, cuspiu-nos da nossa cara, no nosso trabalho e na nossa dignidade. O mesmo homem que após o jogo com a Nigéria [Egito perdeu esse jogo de estreia no CAN, na fase de grupos, mas acabaria por passar e chegar à final, onde perdeu com o Senegal no desempate por penáltis] queria despedir-me… Eu não pedi para sair da seleção, Gamal Allam e os outros dirigentes é que ofenderam a minha dignidade e integridade para me fazerem ver que aquele não era o meu lugar. Obviamente que não podia trabalhar com estas pessoas que desrespeitaram a minha pessoa, o meu trabalho e a minha equipa.»

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